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Equipe especializada em reprodução Humana

ESTIMULAÇÃO OVARIANA
A estimulação ovariana é uma das mais importantes ferramentas de combate à infertilidade. Ela consiste no estímulo cuidadoso dos folículos ovarianos (estruturas que guardam os óvulos) através do uso controlado de hormônios. Essa técnica é um requisito imprescindível para métodos como Inseminação Intrauterina (IIU), Fertilização in Vitro (FIV/ICSI) e Relação Sexual Programada, adaptando-se à intensidade necessária para cada caso.
Entenda o funcionamento do tratamento
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1. O Resgate dos Óvulos Em um ciclo menstrual natural, os ovários preparam vários folículos, mas apenas um óvulo é liberado, enquanto os demais são descartados. A estimulação ovariana age justamente para "resgatar" esses folículos, permitindo que eles cresçam e produzam óvulos saudáveis, aumentando consideravelmente as chances de fecundação.
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2. Personalização por Tratamento O objetivo da estimulação varia. Para Indução da Ovulação e Inseminação, estimulamos o crescimento de apenas 1 a 3 folículos. Já na FIV/ICSI, o alvo é estimular a maioria dos folículos disponíveis naquele ciclo, garantindo um bom número de gametas para o laboratório.
A Síndrome de Hiperestímulo Ovariano (SHO)
A segurança da paciente é nossa prioridade. Em alguns casos, a estimulação pode gerar uma resposta excessiva, induzindo mais de 20 folículos à ovulação, o que resulta em alta concentração de estrogênio (Síndrome de Hiperestímulo Ovariano). Isso pode causar sintomas como ovários hipertrofiados e acúmulo de líquido abdominal.
Para prevenir e tratar esse quadro, nosso acompanhamento médico é rigoroso. Se a SHO se desenvolver, a gestação não pode ocorrer no mesmo ciclo. Nossa conduta imediata é ajustar o tratamento, pausar a transferência e congelar todos os embriões de forma segura (estratégia Freeze-all) para que sejam implantados posteriormente, quando seu corpo estiver totalmente recuperado e pronto para a gravidez.
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Estimulação Ovariana No início do ciclo menstrual é realizada uma ultrassonografia para avaliar os ovários e dar início às medicações que irão estimular o crescimento de folículos, que promovem a ovulação. Em teoria, dentro do folículo em crescimento será formado um óvulo. Todo esse processo é acompanhado por exame ultrassonográfico seriado para, dessa forma, termos maiores garantias de que a ovulação se aproxima. Quando o maior folículo atinge um tamanho adequado, outra medicação (gonadotrofina coriônica humana – hCG) é administrada com o propósito de desencadear de forma efetiva a ovulação, que ocorre 36 horas depois do uso do hCG. Todo o processo de estimulação ovariana até a ovulação ocorre, em média, entre 9 e 13 dias.
Nossos especialistas

Dr. Marcello Valle
CRM 52.56932-0

Dr. Marcello Valle
RQE: 36691 / 36692
Formado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Instituto Fernandes Figueiras IFF-Fio Cruz, Pós graduação em Ginecologia e Reprodução Assistida no Instituto Fernandes Figueiras IFF-Fio Cruz, Fellow em Reprodução Humana no Hospital Antoine Béclerè Paris, França; Médico visitante no serviço de reprodução humana na Universidade Free Dutch Speaking Bruxelas, Bélgica; Especialista em Reprodução Assistida pela Febrasgo-AMB.

Dra. Beatrice Nóbrega
Médica especialista
RQE: 24820 / 32537
Médica graduada pela Universidade Federal do Ceará. Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP. Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (TEGO). Especialização em Reprodução Humana e Ginecologia Endócrina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP. Pós-graduação em Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia Mestrado em Ginecologia e Obstetrícia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP. Médica concursada do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (UNIRIO). Certificado de atuação em Reprodução Assistida pela FEBRASGO / Associação Médica Brasileira.

Dr. Bruno Monteiro
Coordenador médico da OrigenRIo
RQE: 26117 / 28607
Formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Residência Médica em Ginecologia e Obstetricia pela Maternidade Carmela Dutra e Hospital Cardoso, FontesProfessor da Faculdade de Medicina da UNIFESO, Ginecologista e Obstetra pela AMB/Febrasgo, Especialista em Reprodução Assistida pela AMB/Febrasgo e REDLARA.

Dra. Danielle Deveza
Coordenadora do banco de óvulos Sonhar+
RQR: 28837
Formada pela faculdade de Medicina Souza Marques, Residência médica pelo Instituto Fernandes Figueira – Fiocruz, Pós graduada em Medicina Fetal pelo Instituto Fernandes Figueira – IFF, Especialista em Reprodução Assistida pela AMB- Febrasgo, Professora de Medicina da faculdade Souza Marques.
Qual a taxa de sucesso da inseminação?
A taxa de gravidez na inseminação é relativamente baixa quando comparada às taxas da fertilização in vitro, porém, de forma cumulativa, ou seja, após múltiplas tentativas, os números podem ser melhorados. Atualmente, o sucesso pode ser alcançado entre 15 e 20% dos casos em cada ciclo, em mulheres e pessoas com útero abaixo de 35 anos. Depois dos 35 anos as chances de sucesso começam progressivamente a cair. De forma acumulada (após 3 ciclos), a taxa de sucesso se aproxima de 30% nos melhores casos. Estudos realizados na Europa e nos Estados Unidos observaram que a taxa de bebê em casa varia de acordo com a idade, como indica a tabela abaixo
Idade da mulher (anos) |
Menos de 32 |
32-35 |
35-37 |
38-39 |
40 ou mais |
|---|---|---|---|---|---|
Taxa de bebê em casa/ciclo (%) | 14 | 12 | 9,7 | 6,1 | 2 |
Taxa de bebê após 3 ciclos (%) | 32 | 26,3 | 22 | 12,3 | 4,5 |
Vale ressaltar que esta técnica não é indicada para todos os casos. Pessoas com problemas anatômicos das trompas ou alterações seminais significativas não devem recorrer a este tipo de tratamento.
